Free Fire: Do outro lado da bancada, Felpy estreia na LBFF como analista da paiN

Especialista em Battle Royale, Felpy foi analista na era da Free Fire Pro League e retorna aos palcos como parte da comissão técnica da paiN Gaming

Felipe “Felpy” abandonou as bancadas e assumiu o papel de analista na equipe de Free Fire da paiN Gaming nos últimos meses. “Macaco velho” em se tratando de Battle Royale, ele foi responsável por um das reviravoltas mais históricas do cenário de Free Fire no Brasil; na C.O.P.A. Free Fire, ele assumiu o comando da equipe tradicional na segunda semana do campeonato, quando o elenco amargava as últimas posições na tabela.

Felpy conversou com o The Enemy e falou sobre a sua chegada na paiN Gaming e os primeiros passos de retomada rumo ao favoritismo da C.O.P.A. Free Fire, além dos detalhes relacionados a sua mudança de posição, sua experiência com Battle Royale e as expectativas no que se diz respeito a paiN e seus adversários na 3ª etapa da Liga Brasileira de Free Fire (LBFF), que estreia neste sábado.

Pouco tempo depois de sair do meu antigo emprego, na área de produtos da BBL, eu estava procurando novos ares e foi quando Coronel entrou em contato demonstrando interesse em me trazer para a equipe da paiN Gaming como analista, ajudando ele na comissão técnica da organização”, comentou.

Bem recebido pelo elenco, Felpy pegou o time em uma situação difícil, mas conseguiu agregar conhecimento o suficiente para mudar a mentalidade e o jeito de jogar do elenco tradicional.

Fui muito bem recebido e a proposta encaixou perfeitamente no quesito de novos ares que eu estava procurando. O time estava em sua segunda semana na C.O.P.A. Free Fire, com meros 113 em 16 quedas disputadas e me encaixei muito bem, trazendo conhecimento extra para os jogadores e aprendendo coisas novas também”, continuou.https://platform.twitter.com/embed/index.html?creatorScreenName=TheEnemyBR&dnt=false&embedId=twitter-widget-0&frame=false&hideCard=false&hideThread=false&id=1266504065221038082&lang=pt&origin=https%3A%2F%2Fwww.theenemy.com.br%2Fesports%2Fdo-outro-lado-da-bancada-felpy-estreia-na-lbff-como-analista-da-pain&siteScreenName=TheEnemyBR&theme=light&widgetsVersion=223fc1c4%3A1596143124634&width=550px

Pode-se dizer que o analista foi o pilar da equipe da paiN Gaming no campeonato. Foi notória a evolução do time desde a sua chegada, que fora anunciada somente no final do Gigantes Free Fire. Durante o campeonato, quando a paiN começou a moldar-se como equipe, Coronel citou, de forma breve, a contratação de um analista que tinha iniciado os trabalhos com a equipe, reforçando ainda mais a importância da chegada do Felpy como reforço na comissão técnica.

Ele revela que, ao começar o trabalho com a paiN, “o time estava bem abalado no início, um começo de campeonato ruim mexe com o psicológico de qualquer atleta”.

Entretanto, meu foco inicial foi nos fundamentos do jogo e na mentalidade dos jogadores. O básico é fundamental em qualquer área da vida, portanto, comecei nos detalhes iniciais e fui introduzindo conceitos para explorar o máximo do potencial de cada jogador, conhecendo o time para adaptá-los ao estilo mais propício de jogabilidade”, detalhou.

Felpy relembra que moldou o elenco em cima da agressividade ímpar do quarteto que tinha a sua disposição. Foi um tiro certeiro. Não demorou muito para que os resultados fossem diferentes. Logo na primeira semana, a paiN fez uma das suas melhores rodadas no campeonato online, fazendo o BOOYAH! quatro vezes em oito quedas, assim subindo do 18º para o 13º lugar.

Poderíamos até ter buscado a primeira colocação se tivéssemos mais uma semana de fase de grupos”, projetou.

Depois de uma retomada histórica, a paiN seguiu evoluindo e terminou a fase regular da C.O.P.A. Free Fire na segunda colocação, atrás apenas da B4, líder isolada do campeonato. Depois de tudo o que foi protagonizado, era esperado que o título fosse conquistado pelos tradicionais, mas isso não aconteceu. Depois de um primeiro dia arrematador, muitos acreditavam que seria impossível a paiN perder o título. Mas aconteceu. Mais uma vez o 2º lugar.

Em seguida, a equipe foi em busca do sul-americano no Gigantes Free Fire. Mesmo apresentando bons momentos no duelo contra as equipes da Free Fire LeagueGeerty e companheiros terminaram a disputa na 3ª colocação.

Cometemos erros cruciais que custaram o título nos campeonatos nacional e sul-americano, algumas tomadas de decisão que não foram executadas da melhor maneira acabaram nos deixando com uma segunda e uma terceira colocação, respectivamente. O conceito das decisões foi correto, mas as execuções não saíram conforme foram treinadas, e como já mencionei, somos um time agressivo e quando a agressividade não encaixa, a punição é severa, ainda mais durante as finais”, reconheceu.

Confira mais trechos da entrevista com o Felpy:

Fazia parte dos seus planos trabalhar como analista de um time?

No passado, cheguei a competir profissionalmente no CrossFire e também trabalhei como analista de muitos jogos nas empresas do mercado, sempre produzindo estatísticas e conteúdo para os setores de transmissão.

Admito que não cogitava ser analista ou técnico de uma equipe, até porque já havia recebido convites desde o ano passado.

Contudo, desde a Pro League e os Mundiais – Free Fire World Cup e Free Fire World Series -, criei muito carinho pelo jogo e investi muitas horas de estudo no Battle Royale. Todavia, mesmo não considerando explorar esse caminho, sempre me senti pronto para tal”.

Toda a bagagem de conhecimento do gênero Battle Royale tem sido crucial no seu trabalho?

Todo o estudo e as anotações que realizei durante o trabalho de analista das transmissões em 2019 me ajudaram bastante e me deram uma boa bagagem para o cargo.

Após a Free Fire World Series, descobri que não faria mais parte do time de transmissão da Garena e cheguei a me afastar um pouco do Free Fire, apenas acompanhando os torneios e sempre jogando com meus amigos. Apesar disso, nunca me afastei dos esportes eletrônicos, pois segui trabalhando no setor e comentando títulos de Battle Royale, o que sempre me deixou vinculado de alguma maneira”.

Expectativas da paiN Gaming para o 3º Split da LBFF?

Nosso foco é vencer, ficamos satisfeitos com nossos resultados mas queremos o título. Os treinos para a LBFF estão indo bem, a sinergia da equipe cresce a cada semana e sinto que nosso nível vai ser ainda mais elevado para a liga. Segura que a paiN vem aí!”.

Baseando-se em primeiras impressões, quais equipes você acredita que devem surpreender na próxima etapa?

Os treinos estão a todo vapor e todas as mudanças na janela de transferência vão elevar ainda mais o ar de competitividade da liga.

Equipes como B4, LOUD, RED Kalunga, Black Dragons, Vivo Keyd e GOD devem continuar disputando pelo topo junto com a gente, mesmo com as alterações em algumas delas. No entanto, a Suicide Squad (SS) é quem vem chamando minha atenção durante os treinamentos e imagino que eles possam surpreender nessa LBFF”.

fonte:https://www.theenemy.com.br/